Três dicas para negociar fretes marítimos internacionais


Negociação de Fretes MarítimosO transporte marítimo de cargas em contêineres, têm apresentado  ao longo do tempo, uma característica cíclica, ou seja, quando os fretes sobem há mais prestadores de serviços e, quando as margens de lucro caem, há mais acordos de cooperação e, normalmente menos prestadores de serviços.

Tem-se visto um rápido aumento do tamanho dos navios, inclusive na costa brasileira. Ainda que isso proporcione um custo unitário mais baixo para o transporte de cada contêiner, concentra maior número de armadores num único serviço e assim afetando a oferta de espaço e frequência de escalas.

O transporte marítimo internacional é bastante sensível às condições de oferta e demanda de serviços em cada rota de atuação. Entender o cenário de contratação é uma tarefa das mais importantes antes de sentar à mesa de negociações. Portanto, vamos às dicas:

Primeiro: Entender o cenário de contratação.

E o que isso quer dizer?  Um estudo aprofundado e crítico dos serviços disponíveis no mercado. Isso pode ser contratação direta, do importador ou exportador junto a um armador – transportador marítimo –  ou ainda, através de um agente de cargas. Recomenda-se ter claras as condições de concorrência nas rotas de atuação atuais e futuras da empresa. Incluem-se nessas condições, cobertura de portos, frequência e terminais de escalas, tempos de trânsito, quem são os armadores parceiros naquele serviço entre outros.

Segundo: Qual o resultado a ser obtido pelo contratante?

Questões a serem levantadas incluem: o que a empresa espera atingir no período de contratação; quem são os seus parceiros atuais e quais os prós e contras deste relacionamento já estabelecido; quais os resultados desejáveis ou melhorias em relação à prestação de serviços por rota, frequência de escalas, coberturas de portos, tempos de trânsito, acesso à informação, preços, condições de demurrage e detention e outros itens pertinentes.

Cada armador escolhido tem sua cobertura de portos, a ordem dessas escalas e os terminais específicos de operação. Após ter a negociação concluída o contratante do frete não tem muita ingerência em relação a eventuais custos extras, especialmente aqueles não previstos nas  projeções de custos, que acabam gerando estresse para aprovação interna, ou prejudicando  o resultado da transação ou operação em curso.

Terceiro: Como avaliar o desempenho dos fornecedores?

Somente o que é mensurado pode ser avaliado. Por isso, como a empresa avalia e retém a informação de desempenho dos mais diversos fornecedores no momento de exportar ou importar é informação relevante para definir qual a próxima meta de desempenho na contração do transporte e serviços acessórios. Deve-se saber se aquele item principal de custo, ou seja, o frete marítimo, que muitas vezes é pressionado para o nível mais baixo possível, não é compensado com custos acessórios, aos quais é dada menor importância.  Nesse item podem ser incluídos o custo do transporte rodoviário e seus tempos de espera médios nos terminais portuários e retro portuários para carga e descarga, a possibilidade de uso da ferrovia,  custos nos terminais portuários, de despachante e outros.


Categorias: Cursos e Consultorias

Tags: , , , ,