Transporte rodoviário: vale a pena repensar o modal?


Se as estradas estão ruins, há poucas chances de melhoras significativas, além de pedágios caros, risco de roubo e acidentes e margens de lucro apertadas. Por que não pensar em parcerias entre modais?

Fonte: sxc.hu

Há quem diga que 100% da carga transportada no Brasil requer transporte rodoviário em algum momento e isto, provavelmente, seja verdade para uma grande parcela dos produtos movimentados de sul a norte e de leste a oeste.

Vive-se, desde sempre, neste Brasil com sérios gargalos no que refere a quase tudo em logística, mas tomando as estradas, como exemplo: 50% da limitada malha rodoviária está em condições inadequadas, o esforço, o custo monetário, social e ambiental para fazer chegar o produto do vendedor ao comprador é muito maior do que deveria ser, especialmente nas longas distâncias.
Além dos entraves mencionados, há importantes mudanças no setor do transporte rodoviário com novas regras que visam a valorização da profissão de motorista e a formalização do setor.

Aí surge a pergunta: como se adaptar a todos esses desafios e assegurar a geração de renda para o motorista e para o transportador? Qual a possibilidade de estabelecer parcerias entre os modais rodoviário, ferroviário e marítimo nacional?

As opções de combinação entre transporte rodoviário e ferroviário são limitadas, visto a restrita malha ferroviária disponível. Há maior possibilidade de oferta de transporte marítimo de cabotagem que possibilita a combinação rodo-aquaviário.

Se for verdade que faltam motoristas de caminhão no mercado, além dos aspectos negativos listados no parágrafo inicial, qual é o cliente e a distância em que a combinação de modais, resguardada a qualidade do serviço, trará resultados econômicos melhores para o transportador rodoviário?

Tem-se como indicador que distâncias por volta de 1.500 quilômetros, para produtos originados ou a serem entregues até 400 quilômetros do porto atendido, são bons candidatos para uma combinação feliz entre o modal rodoviário e o aquaviário.

Se o transporte rodoviário se concentrar nas distâncias mais curtas poderá fazer mais viagens e será também mais rentável?

É justa a reinvindicação por maiores prazos para implementar as novas regras do transporte rodoviário e que o poder público estabeleça pontos de parada seguros para motoristas, veículos e carga. Independentemente das leis, sabe-se que é pouco provável que os gargalos nossos de todo dia na logística de cargas irão nos abandonar. Então, por que não repensar?

No nosso Whitepaper 5 Mudanças com a Nova Lei do Motorista nos aprofundamos nesse assunto e mostramos o quanto a nova legislação está alterando a rotina das empresas e profissionais da área. Confira!


Categorias: Cabotagem, Rodoviário, Transporte Intermodal