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Carga em perdimento: como separar o joio do trigo?*

Um tema que tem assolado armadores, agências marítimas, terminais portuários e importadores é o tratamento dado pela Receita Federal do Brasil a erros administrativos na atualização do Siscomex Carga. Erros esses que resultam em discrepâncias ou inconsistências de dados de cargas, que podem ser desde um desmembramento de conhecimento de embarque ou de contêineres em um dado BL (Bill of Lading), uma unidade que escapou da transmissão eletrônica ou simplesmente esquecida por um erro humano em algum ponto do processo. Um vínculo errado de manifesto ao porto efetivo de descarga ou ainda bloqueios no Siscarga, por razões variadas, também podem resultar no perdimento da carga. HanldingContr

 A Receita Federal também tem autoridade sobre as cargas a bordo do navio, em escala em porto brasileiro, que sejam destinadas a outros países. Essas também devem ser declaradas no Siscomex Carga, assim como toda a movimentação de contêineres vazios. Obviamente que a RFB deve zelar para que a lei seja seguida e os tributos devidamente recolhidos. Isso é ponto pacífico e não se discute.  Leia mais…


Novo Canal do Panamá: abertura comercial adiada

Em 2014 o Canal do Panamá completou 100 anos. Em ampliação desde 2007, adiou novamente a abertura comercial para receber navios de até 14.000 teus (dependendo da configuração do casco do navio) para junho de 2016 acordo publicação recentemente no “Panorama Marítimo y Logistico” panamenho.

Imagem:www.interams.org

Imagem:www.interams.org

O concorrente direto é o Canal de Suez no Egito entre o mar Mediterrâneo e o Mar Vermelho por onde já passam os maiores navios de contêineres  construídos ou em construção. À medida que os navios aumentaram seu tamanho, o Canal de Suez foi conquistando rotas mundiais de navegação justamente devido à limitação do Canal do Panamá para navios de até 5.000 teus.

Espera-se que quando da abertura comercial do Novo Canal do Panamá na metade de 2016 armadores globais revejam seu portfólio de serviços para remanejar rotas como, por exemplo, o tráfego da Ásia para a costa leste americana via Panamá. A partir da ampliação, novamente será visto o efeito cascata de substituição de navios menores por maiores com novas configurações de acordos operacionais entre armadores. Leia mais…


A convergência entre navios grandes, terminais portuários e cabotagem

Para quem ainda se lembra das antigas Conferências de Fretes, em que armadores se reuniam em cartel autorizado para definir padrões mínimos de valores de fretes em determinada rota, lembrarão que o acordado à luz das reuniões oficiais ia por água abaixo através de ações independentes (‘independent actions”), em que um armador, para assegurar contratação com um cliente ou segmento de mercado específico cotava valor mais baixo, resultando no acompanhamento (chamado “me too” – eu também) de tal ação independente pelos demais armadores. SanC lemente.Hsud

Aquelas eram atitudes de curto prazo e que representavam um sinal da extinção das tais Conferências de Fretes. Pode-se dizer ainda, que a extinção das Conferências de Fretes deu-se em grande medida pelo aumento da concorrência nos principais tráfegos marítimos internacionais.

É uma pena que não tenhamos estatísticas de referência e esse é um setor onde a Antaq certamente poderia atuar, já que em tese o governo tem acesso aos dados de fretes de todos os armadores ao longo dos anos.

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