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Logística: não está ruim o suficiente

Muito se tem falado dos gargalos logísticos e da ineficiência dos portos brasileiros. Em especial o impacto de longas filas de caminhões na chegada ao porto de Santos.

No que concerne ao transporte de cargas conteinerizadas, pode-se afirmar sem medo, que a iniciativa privada tem cumprido a sua parte do investimento, melhorando a produtividade e a eficiência. Isso, no entanto, não significa que os custos para o usuário sejam equivalentes aos melhores terminais europeus, americanos ou asiáticos.  Não são.

E não está se falando no item de capatazia ou THC (Terminal Handling Charge), taxa paga pelo exportador e importador para o manuseio da sua carga no terminal marítimo. A falta de competitividade dos custos portuários brasileiros está muito mais atrelada à baixa concorrência entre terminais e à morosidade do trâmite de liberação de cargas, seja na exportação ou na importação.

A partir desta semana, entra em operação, na margem esquerda do porto de Santos, a Embraport. Terminal privativo, que com a sanção da MP dos Portos, pela presidente Dilma Rouseff, poderá operar cargas de terceiros e contratar seus funcionários pelo regime da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), diferentemente dos portos públicos sob  concessão que precisam obrigatoriamente requisitar mão de obra do Órgão Gestor de Mão-de-Obra (OGMO). Leia mais…


A base de cálculo para demurrage e detention de contêineres

Qual é afinal a base de cálculo de demurrage (sobre-estadia) e detention (retenção) para o uso do contêiner? Investigando o assunto, conclui-se que não há uma fórmula padrão. No caso da cabotagem no Brasil não há que se inventar a roda e sim seguir a prática comum da navegação internacional.

Em vários países do mundo, utiliza-se a nomenclatura de demurrage para o período em que o contêiner permanece no terminal, após a descarga na importação até sua saída daquele terminal. Neste caso, se houver prazo livre de demurrage após a descarga, esses dias livres são descontados e, do restante, é cobrado a demurrage.  Para a mesma importação, após a saída do terminal marítimo, cobra-se a detention, sujeita ou não a algum prazo livre de custos. Na exportação, temos o contrário: a partir da saída do contêiner vazio do depósito de vazios do armador, aplica-se o prazo livre, que normalmente é de 7 a 10 dias, e a partir deste momento aplica-se o valor de detention até a entrada no terminal portuário, quando novamente passa a valer a cobrança da tarifa de demurrage até o dia do embarque.

No Brasil, chama-se de demurrage de importação, todo o período após a descarga do navio até a devolução do contêiner vazio ao armador e a detention é aplicada somente na exportação ou cargas a embarcar. Há prazo livre de detention, porém nenhum prazo livre de demurrage na importação. Leia mais…