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Mais instabilidades ou alguma calmaria no horizonte?

Ao que se especula, a adesão da Hyundai (HMM) à aliança global 2M –  aquela entre Maersk e MSC – estava condicionada à aquisição dos ativos da convalescente Hanjin pela HMM. Isso não aconteceu e a adesão da HMM à 2M, esperada para abril de 2017, não deverá acontecer, pelo menos não no formato de parceiro operacional. 

Ainda há conversações e aparentemente intenções de encontrar outras possibilidades de cooperação entre 2M e Hyundai o que deverá tornar-se público em meados de dezembro.

Quem comprou os ativos que a Hanjin colocou à venda foi a Korea Line Corp, desconhecida no setor de contêineres do Brasil e que opera uma frota de navios para o transporte de minério de ferro, petróleo e gás. O Journal of Commerce reporta que a aliança 2M deve oferecer acordo de compra de espaço (slots) a Korea Line. Leia mais…


A queda da Hanjin e a instabilidade na navegação global

Por um momento parecia que as melancias haviam se acomodado até que em final de agosto foi anunciado o colapso financeiro da Hanjin. Do qual não se espera outra coisa que não a falência. hanjinamerica

Ao final de setembro, haviam 44 navios retidos ou arrestados, por risco de arresto no primeiro caso e por falta de garantias de pagamento de sua operação para o segundo. Muitos contêineres a bordo dos navios têm sua entrega incerta ou exigirão que o dono da carga assuma custos adicionais para resgatar seu produto ou transferir a carga para outro armador e seguir a viagem.

É sem dúvida, um momento de muita turbulência, de muitas preocupações em especial para as cargas em navios e contêineres da Hanjin. Situação essa que já levou à redução da oferta de espaço e consequentes aumentos de fretes em alguns tráfegos globais. Leia mais…


As melancias se acomodaram!

 

Por ora as melancias, melhor dito, os armadores que ainda não estavam encaixados em nenhuma das novas alianças globais de armadores de contêineres, se acomodaram. Hyundai

A Hyundai Marine Merchant (HMM) depois de conseguir reduzir os custos dos contratos de afretamento em 20% e renegociar suas dívidas, encontrou na aliança 2M – Maersk e MSC – uma acolhida que surpreende, pois o mercado especulava que as coreanas HMM e a Hanjin poderiam se fundir ou que a HMM fizesse parte da The Alliance junto com Hanjin, Hapag Lloyd, K-Line, Mitsui, NYK, Yang Ming.

A HMM disse que a participação na 2M reforça a sua oferta de serviços e melhora sua competitividade com o acesso a custos unitários menores, atendendo seus clientes através da rede global formada junto aos dois maiores armadores globais. Para a aliança 2M a participação da HMM reforçará sua competência em servir a Ásia e melhora sua rede de serviços no tráfego transpacífico – Ásia/Costa Oeste Americana.  Leia mais…


Transporte marítimo: para não morrer na praia

Acordo com artigo da Lloyd’s Load List, os resultados financeiros anunciados para os principais armadores mundiais no primeiro semestre de 2014, mostram que aqueles armadores que melhor controlam seus custos unitários estão revertendo os prejuízos do ano anterior. Essa redução do custo para transportar cada contêiner, está fortemente amparada no emprego de navios gigantes, os chamados Ultra Large Container Vessels.

As tarifas médias de fretes por contêiner movimentado continuam em declínio. Cada armador tem maior ou menor habilidade de limitar sua reação aos movimentos de mercado. Armadores conhecidos da Costa Leste da América do Sul que de acordo com a Drewry,  tiverem reduções importantes de fretes foram a CSAV,  Zim,  Hyundai e Hapag Lloyd. Todos esses apresentaram  prejuízos no primeiro semestre de 2014. Maersk.vessel

Enquanto para alguns o primeiro semestre de 2014 representou a reversão do prejuízo,  a Maersk Line estabeleceu um maior distanciamento da margem de lucro em relação ao segundo colocado, a CMA-CGM. Obteve este feito aumentando seu volume transportado  em 600 mil teus (7%) a um frete médio menor em 2,2% porém diminuindo o custo total em 0,2%. A margem EBIT da Maerk Line foi de 8,0%, enquanto para a CMA-CGM ficou em 4,8%. A CMA-CGM conseguiu reduzir seus custos unitários no mesmo patamar da queda do valor de frete unitário. Leia mais…