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Custos portuários e de transporte na exportação

A pesquisa “Desafios à Competitividade das Exportações BrasileirasMeiosTransporte_05set16 realizada pela FGV-EAESP para a CNI, com amostra de 847 empresas de todos os portes e de todas as regiões do Brasil, sendo  64% delas de micro e pequeno porte, elencou os principais desafios para exportar. No topo da lista, em todas as regiões estão: custos do transporte e tarifas cobradas nos portos e aeroportos.

Por sua relevância, neste texto é abordado o desafio desses custos no transporte marítimo em contêiner ou ainda, de carga solta que vira contêiner e, que é complementado pelo transporte basicamente rodoviário antes de chegar ao porto.

O Brasil é um país burocrático na sua maneira de trabalhar inclusive para exportar. Muitas tarifas e sobretaxas não são privilégios brasileiros. Para o exportador é importante entender o que são esses custos para que possa incluí-los na formação do preço de venda ou questionar a sua cobrança. Leia mais…


Cargas de projeto por cabotagem

Se a cabotagem para produtos conteinerizados ainda é tema que merece continuada atenção no sentido de orientar o potencial usuário para as melhores práticas, itens com excesso de tamanho e peso são um livro à parte.

Crédito de imagem CTICargo

Ainda que de maneira lenta, o Brasil vem recebendo investimentos em infraestrutura, em especial para energia, saneamento e logística, onde equipamentos e peças superdimensionadas e com excesso de peso precisam chegar ao canteiro de obras, dentro de um determinado prazo. O desafio é grande e o desconhecimento de causa tem igual proporção.

O ambiente é novo até mesmo para alguns dos operadores de cargas de projeto por cabotagem. Não poderia ser diferente. Há a necessidade de desmistificar e ensinar o potencial usuário, de forma honesta, para que possa fazer sua escolha, comparando a intermodalidade, ou seja, a combinação do modal rodoviário especializado nas pontas com o transporte marítimo por cabotagem em relação ao transporte totalmente rodoviário, para essas cargas grandes e/ou  pesadas. Leia mais…


A competitividade nos terminais portuários brasileiros de contêineres

De acordo com o Relatório de Competitividade Global de 2013-2014 do Fórum Econômico Mundial, os portos brasileiros estão na posição 131 de 148 economias analisadas. Esse desempenho sofrível contribuiu para a classificação em 56º lugar no ranking de competitividade do Brasil.

Pode-se ainda afirmar que o novo marco regulatório dos portos – Lei 12.815/2013 – não produziu reduções de custos para os usuários até o momento.

O Brasil tem enraizado um modo muito burocrático de operar. E a avalição que aqui se faz, é tão somente o transporte de produtos em contêineres. A burocracia, talvez a maior vilã, beneficia muitos. E isso faz com que ainda que se tenha mais concorrência, os benefícios da redução de custos, levarão tempo para ser percebidos. Mas há benefícios visíveis.

Não é objetivo defender um setor ou condenar outro, até porque há complexidades e ineficiências de toda sorte.

TCP - foto Rodrigo Leal/Appa

TCP – foto Rodrigo Leal/Appa

Alguns impactos positivos da maior concorrência entre terminais portuários de contêineres, são a maior agilidade – na recepção e despacho do caminhão, na operação do navio -, redução de custos da tarifa de operação, o “box rate” pago pelo armador a redução de tarifas de armazenagem portuária.

O expressivo investimento nos terminais novos e existentes, nas regiões sul e sudeste, proporciona receber navios maiores. Navios maiores, por sua vez, possibilitam um custo menor para o transporte de produtos importados ou exportados. O frete para o contratante desse transporte, no entanto, será tão competitivo quanto for a concorrência nos tráfegos mundiais. Esse vínculo entre oferta e demanda sempre foi totalmente sensível ou elástico. E, continuará sendo assim. Leia mais…