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Novos tempos na concorrência entre terminais de contêineres

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Acervo BTP

O maior mercado consumidor brasileiro, São Paulo, assistiu em 2013 à entrada de dois novos terminais em Santos: a BTP e Embraport. Até aquele momento a Santos Brasil mantinha participação de mercado de 58%, que devem ser atribuídos à sua competência e investimentos ao longo do tempo. Pode-se dizer também que se preparou para o novo cenário. A situação de concorrência em Santos mudou muito, derrubando a margem EBITDA do terminal líder de 47% para 21% em pouco mais de dois anos.

São concorrentes de peso, que não só construíram terminais modernos com o investimento de gigantes da indústria. A BTP levou consigo grande parte das operações dos armadores número um e dois do mundo: a Maersk e MSC, pois seus acionistas são empresas coligadas. O impacto foi tão importante, que em dado momento esse terminal superou a média mensal do líder.

A Embraport tem um desafio maior. Não levou nenhum armador a reboque e se valeu de um leque de diferenciais para conquistar a carteira de clientes atuais. Estar no maior mercado consumidor, no maior porto brasileiro, certamente gera alguns benefícios para essa tarefa árdua. Leia mais…


O cenário para 2016 na navegação

A indústria da navegação mundial em contêineres vem passando por novas consolidações. Ao final de 2014 a fusão das atividades em contêineres entre Hapag Lloyd e CSAV foi concluída, tornando a empresa resultante, a Hapag Lloyd, na ocasião a quarta maior companhia de navegação. O nome CSAV deixou de existir como operador de transporte em contêineres e passou a ser o maior acionista individual da Hapag Lloyd. TopFiveCarriers_08jan16

Ao final de 2015, a armadora francesa CMA-CGM confirmou a aquisição da APL (ou NOL, Neptune Orient Lines). Esta aquisição, no entanto ainda está sujeita à aprovação das autoridades concorrenciais esperado para o meio de 2016. A empresa resultante terá a terceira frota mundial e a segunda posição em volume transportado de acordo com a Drewry em 11,5% de participação no transporte mundial de cargas conteinerizadas.

A terceira grande mudança foi a aprovação, em 2015 pela autoridade Chinesa, da fusão das gigantes Cosco e China Shipping. Leia mais…