O tamanho do navio e a logística doméstica


O crescimento do tamanho do navio nos tráfegos internacionais traz benefícios à logística doméstica de cargas.

Com o crescimento do comércio internacional brasileiro ao longo dos últimos anos e uma economia estabilizada, a indústria da navegação para o transporte de cargas conteinerizadas, pôde fazer suas apostas e construir navios maiores para o mercado brasileiro ou da Costa Leste da América do Sul, incluindo Brasil, Uruguai e Argentina.

Os investimentos na modernização dos terminais portuários seguiram esta tendência. Hoje temos navios de até 8000 teus (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés), escalando portos brasileiros. Veremos este tamanho seguir aumentando para 9000 teus em 2013.

O que isto significa para a logística?
Teremos maior volume de cargas de importação e exportação em menos portos de escala. Como estes mega navios têm restrições físicas para chegar a um número de terminais marítimos brasileiros, trazem o componente de maior concentração de cargas. A maior concentração de cargas pode ser alimentada via modais terrestres como a rodovia e ferrovia e, também pelo chamado feeder que é a alimentação do navio grande por navios menores levando cargas de portos não escalados diretamente pelo navio maior ou navio-mãe, para o seu porto de escala direto.

Esta movimentação faz com que a navegação de cabotagem, se torne estrategicamente mais importante para o armador de longo curso. Não é o único motivo para os investimentos em cabotagem que temos visto, mas vem a reboque.

O transporte de carga nacional de longa distância e o feeder são o mercado dos serviços de cabotagem. O transporte nacional de longa distância, para concorrer com o modal rodoviário precisa oferecer custo compatível e frequência de saídas, além da qualidade do serviço como um todo.

Portanto, o aumento do tamanho do navio no longo curso, a construção de terminais portuários modernos e equipados para receber estes navios, cria numa visão macro, um cenário ganha/ganha para a logística doméstica também. Isto porque cria melhores condições para o crescimento da cabotagem que é mais econômica e favorável ao meio-ambiente.

Os terminais marítimos equipados e, em maior número, empurram o gargalo para as suas vias e portões de acesso. Nesse ponto há boas oportunidades de melhorias.


Categorias: Cabotagem, Marítimo de Longo Curso, Terminais Portuários

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