O contêiner: solução e problema!


No intuito de levar mais detalhes ao leitor a partir do texto o contêiner não está na condição para o próximo embarque essa caixa é essencial para o transporte marítimo internacional e de cabotagem – em contêiner. Muitas vezes ele não está no local certo, na hora certa, no tipo certo e ainda na condição adequada de uso. Porém, desde os anos 60, vem abrindo portas no comércio internacional. santos-brasil-tecon-santos2

Muito dinheiro é gasto pelo armador na logística do contêiner vazio. E, sob a ótica do dono desse ativo imprescindível, quanto mais viagens a mesma unidade fizer ao longo do ano gerando fretes, melhor.

Quem está na navegação e vivenciou algumas crises, sabe que já houve um tempo em que taxas de reposicionamento de contêineres foram cobradas. Na condição atual de desequilíbrio entre importação e exportação no Brasil, não seria surpresa se armadores passarem a cobrar por serviços como deixar um contêiner na condição de padrão alimento.

Retomando o texto anterior, como o importador vai saber a condição do contêiner liberado na origem? Como pode evitar problemas com custos extras e demoras na devolução?

Embora com certo padrão, cada armador lida com as situações de maneira distinta, por isso importante saber quais são as recomendações do armador cujo contêiner está sendo usado. É usual a emissão de um “Termo de Responsabilidade” pela devolução do contêiner em perfeitas condições de uso o que inclui responsabilidade por eventuais reparos de avarias ou perdas e custos de demurrage.

Há algumas sugestões e procedimentos. Por exemplo, cada terminal portuário que recebe o navio, precisa fazer um relatório de avaria (damage report) para unidades que sofreram avarias ao longo do transporte em curso. Essas avarias podem ser causadas pelo armador ou operador ou mesmo pela carga. Se, por exemplo, a carga estufada no contêiner não é amarrada adequadamente antes do embarque e por isso se move em viagem, deslocando as paredes laterais, quem vai pagar será o importador. Um contêiner furado no teto e que por isso molhou o produto nele acomodado tem sua causa na operação.

Também é fácil de um problema causado pelo embarcador na origem, ser transferido para o consignatário no destino. Uma forma de prevenção inclui a documentação e fotografia das situações encontradas, na origem e destino para evidenciar uma discussão com o armador. Identificar, documentar e comunicar o embarcador pode ajudar a diminuir a incidência de problemas.

Além de acondicionar, o contêiner também é um armazém para o produto em trânsito. Que pode ser barato – dentro do limite do prazo livre de demurrage, se o local de armazenagem for de baixo ou isento de custo – ou então onerar o custo do produto importado se extrapolar o prazo livre e os cuidados com o uso, limpeza e avarias não forem observados.

Cuidados semelhantes valem para o contêiner refrigerado. Lembre-se o leitor que o contêiner refrigerado custa por volta de US$ 25.000 enquanto um contêiner de carga seca de 40 pés gira ao redor de US$ 5.000. O contêiner refrigerado quando em uso por importador, deve ser devolvido lavado, sempre. Quando de uso pelo exportador, este deve cuidar para que peças como o plug e cabo de conexão à energia não suma no transporte, antes do embarque.

Um dos desafios é de que o processo de retirada para exportação e a devolução do contêiner de importação vazio seja feito de maneira mais ágil possível, mantendo os registros do EIR (equipment interchange report) acessíveis para eventuais disputas futuras.

Que o importador e exportador cuidem dessa caixa imprescindível e a façam girar rápido, para que ela não falte no momento de realizar o seu novo transporte. Todavia, sabe-se que este processo também depende de terceiros… de vários deles.


Categorias: Cabotagem, Marítimo de Longo Curso

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