Minha experiência com Windows Azure


Logo que iniciamos os estudos sobre a melhor maneira de executarmos o portal da Pratica One, há 2 anos,  já estava claro que o caminho seria a computação em nuvem. Precisávamos de um servidor operante, pequeno e que pudesse ser expandido rapidamente, além de ser barato.

Depois de analisarmos infraestrutura, arquitetura e o custo, decidimos usar a nuvem da Microsoft, onde o Windows Azure é o responsável por armazenar e executar o software e o SQL Azure por hospedar o banco de dados.

No começo tudo era bastante confuso. Não era como se eu estivesse administrando um ambiente Windows pela web. Era um ambiente completamente novo.

Naquela época a plataforma Azure estava iniciando. Os recursos para gerenciar a nuvem eram poucos e limitavam o dia-a-dia.

Por exemplo, não era possível acompanhar o desempenho do servidor para saber se a aplicação estava consumindo muita execução. Isto era feito com introdução de códigos que geravam log. A partir daí se investigava o funcionamento.

Para o banco de dados, a migração de SQL Server para SQL Azure trouxe alguns problemas. Muitos deles aconteceram porque existe um grau de incompatibilidade nas versões. É pequeno, mas alguns tipos de registro mudam, assim como algumas instruções não são reconhecidas.

Depois de alguns meses já estávamos adaptados a nuvem. Já conhecia bem o que não fazer, mas, além disso, conhecia as novas possibilidades.

A mais interessante delas é a elasticidade. O fato de você poder aumentar ou reduzir a capacidade de processamento da nuvem tem contribuições diretas tanto para TI quando para os gastos da empresa.

Para TI são as possibilidades de criar software e processos altamente transacionais ou que requeiram muito trafego de dados, como vídeos. Isso abre opções para quem desenvolve a solução, além de evitar que o servidor sobrecarregue e a execução trave. A capacidade aumente ou diminui conforme a necessidade.

No departamento financeiro a questão é obvia: consumindo menos nuvem, paga-se menos.

Semana passada a Microsoft lançou uma atualização no portal de gerenciamento do Azure. Criou uma porção de funcionalidades que começam a ajudar os responsáveis a levar o nível do servido oferecido. Já é possível monitorar banco de dados e aplicação, reconfigurar a capacidade da nuvem etc.

Comparado a todas as funcionalidades de um Windows Server é claro que estamos no começo da mudança. Para quem precisa de recursos específicos ou grande controle sobre o ambiente, a nuvem ainda tem bastante a evoluir.

No entanto, para aqueles que queiram procurar alternativas para execução do software ou que estejam começando um projeto, eu recomendo considerarem o Windows Azure.

Além de ter bastante integração com os produtos de desenvolvimento da Microsoft (como o Visual Studio), eles ainda prestam um suporte bastante eficiente.

A Amazon tem uma nuvem muito conhecida também e traz bastante concorrência neste mercado, mas até hoje posso dizer que nossa escolha tem se mostrado boa.

Para quem quiser mais informações,  o site deles é: https://www.windowsazure.com/pt-br/


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