Importação: como diminuir custos de demurrage e armazenagem


O tema é vasto e complexo. E justamente por isso, decidiu-se pela elaboração de um eBook para abordar aspectos do processo de liberação e geração de custos na importação.santos-brasil-tecon-santos2

A impressão que se tem, é que não somente há complexidade demais em temas como a tributação ou a própria burocracia para importar no Brasil. Vê-se a mesma complexidade na maneira como são definidas as tarifas de armazenagem dos terminais portuários de contêineres, estejam eles dentro ou fora do porto organizado.

O produto importado, para ser nacionalizado, segue uma série de procedimentos, que incluem, mas não se limitam a: uma classificação correta do produto;  a documentação completa e correta; a registros de DI; licenças de importação pós embarque; a liberações de diversos órgãos anuentes;  ao canal de parametrização; à liberação do CE Mercante que visa o controle do AFRMM (adicional de frete para renovação da marinha mercante).

Para cumprir com as exigências é crucial a atuação de especialistas, sejam de dentro da empresa importadora, ou de terceiros contratados como agentes de cargas, despachantes, transportadores rodoviários e marítimos, todos cumprindo seu papel na teia do comércio internacional.

Enquanto nos países desenvolvidos são criadas condições para que o contêiner com produto importado se torne item de passagem nos terminais portuários, no Brasil, devido ao processo mais complexo e burocratizado, que basicamente se inicia após a descarga do contêiner contendo o produto, é mais frequente que  valores elevados de demurrage e armazenagem portuária sejam incorridos.

Definido o processo, a velocidade da liberação depende, além do importador e da sua capacidade de atender aos requisitos legais e financeiros, também da estrutura do terminal portuário, sua capacidade de agendamento das atividades e pronto atendimento pela disponibilidade de pessoas e equipamentos de manuseio e da priorização das suas atividades. Sabe-se, por exemplo, que um terminal de contêineres com ocupação de pátio acima de 75% é candidato a um processo moroso de recepção e entrega da carga.

Acredita-se que a prática, ou seja,  a repetição da importação dos mesmos itens, torne o processo mais previsível. Porém, quantos importadores podem dizer que conhecem o custo total do produto importado no momento que o recebem em sua instalação?

Vários importadores ainda recebem faturas de demurrage um mês ou dois meses após o encerramento do processo de importação…  Por isso, maior transparência, acesso a dados que comparem tempos de liberação em terminais portuários distintos, maior concorrência entre terminais portuários são aliados da melhoria do processo de liberação das importações.

Para mais detalhes sobre a gestão do demurrage para agentes de cargas, acesse aqui.


Categorias: Custos, Importação, Marítimo de Longo Curso

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  • André

    Os assuntos colocados no tópico não foram discutidos e pouco mencionados na matéria.

    • PraticalOne

      André,

      obrigada pelo seu feedback. Abordamos de maneira mais genérica. Para que aspectos dos custos de demurrage e armazenagem você gostaria de mais informações?

      • André

        Bom dia!
        A principal questão seria de como reduzir os custos? Quais os “atalhos? Há outra maneira de reduzir o valor da armazenagem, já que os preços são tabelados. Sei que uma maneira para reduzir, é trazer para o porto seco. Obrigado!

        Subject: Re: Comment on Importação: como diminuir custos de demurrage e armazenagem

        • PraticalOne

          André, bom dia!
          Normalmente não há escapatória do primeiro período de armazenagem já que a importação descarregou e começa a pagar. Vale questionar se:
          a) o processo de liberação pode ser agilizado;
          b) se o porto ou terminal de descarga tem concorrentes onde a armazenagem (e mesmo outras taxas) é mais barata e avaliar as opções de redirecionar para outro terminal;
          c) o uso de portos secos é melhor opção, como você mencionou;
          d) os custos logísticos totais de mudar de porto geram melhor resultado. Inclui transporte rodoviário, custos de despachante, armazenagem, outras taxas cobradas no terminal portuário, agilidade de liberação, etc.
          e) há registro interno de todos os custos e taxas por processo, numa unidade comparável para poder investigar os desvios.

          Os processos de cada importador e produto são muito específicos, por isso, colocamos alguns pontos para reflexão.
          Abraço e retorne sempre!

          • Alexandre

            André:

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        • Geraldo Abreu Filho

          Olá André,somos um escritório de Consultoria,se quiser manter contato,podemos conversar sobre diminuição do valor da Armazenagem de Container em Zona Primária e Secundária.
          Att.
          Geraldo.
          geraldoabreufilho@yahoo.com.br

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