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A prática dos BID’s nos transportes (e coisas de outros tempos)*

No transporte de cargas os negócios gravitam em torno de prazos e preços.  Melhor dizendo: tempo para realizar um transporte e o preço estabelecido para isso.  De uma forma simplificada trata-se de um binômio no qual o prazo faz o preço e o preço faz o prazo. Martelo

Para quem precisa de transporte de forma eventual, nada mais adequado do que ir combinando essas variáveis até encontrar a mais adequada. Para quem faz isso de forma contínua essa prática talvez não seja compatível, pois seria trabalhoso e complexo pesquisar as ofertas de transportes no prazo definido e pelo preço pelo qual se pode pagar.

A questão, portanto é ter esse conjunto de informações permanentemente à disposição para que facilite a decisão. Ocorre, porém, que à medida que nos aproximamos do momento da contratação do transporte surgem questões complementares para definir o prazo e por consequência o preço. Leia mais…


Transporte de mercadorias e de informações, ou nos (re) encontraremos no ano de 2021*

Faz pouco tempo e está na cabeça de muita gente, que para transportar bastava  indicar  a origem-destino da mercadoria,  apresentar um documento  fiscal  (ou declaração de procedência e conteúdo) para que a remessa fosse  realizada.

Quanto custa transportar? Depende do prazo, da distância, do peso e do valor da mercadoria, mais ou menos nessa ordem.  O prazo é o fator que mais pesa no frete. Transport&Tecnology

No Brasil mais de 60% do transporte é rodoviário.  Há quem diga que essa proporção é ainda maior. Mas existe unanimidade quanto a afirmação de que transportar no nosso país  custa caro. Quem embarca mercadorias para capitais ou cidades de regiões metropolitanas faz comparativos com outros países e diz que é apenas 30% mais caro.

O transporte porta-a-porta (dispensa explicações) é composto de uma etapa de coleta, transferência e entrega no destino.  Existe a estimativa do prazo  e uma operação   que se chama tracking (do inglês: seguimento/rastreio) se encarrega de apresentar o prazo exato. Leia mais…


Entregas não realizadas custam milhões*

Transporte é atividade essencial  para todos os segmentos econômicos e fazer isso de forma rápida é um desafio permanente.  A maneira de medir a eficiência das entregas é estabelecer o prazo para cada evento e acompanhar o seu cumprimento.  Person pushing hand truck across floor of warehouse

A contratação de fretes inclui um indicador de performance  conhecido como SLA (do inglês, Service Level Agreement )  ou acordo  do nível de serviço celebrado entre embarcador e transportador. Além do prazo de entrega se inclui no SLA a  qualidade dos serviços indicada pelo percentual de entregas realizadas com  sucesso ou das ocorrências indicativas do  insucesso dessa operação.

Essa taxa de insucesso ou de impontualidade nas entregas é conhecido como “ocorrência” .  Muitos  conhecem ocorrência como tudo aquilo que interfere na entrega.  Em tempos de avanços tecnológicos o preenchimento do comprovante DACT-e (documento auxiliar do conhecimento de transporte eletrônico)  tem sido gradualmente substituído por mensagens de celular, o que antecipa a informação mas não dispensa o cumprimento de seu preenchimento. Leia mais…


Indicadores de desempenho no transporte rodoviário

Ao longo dos últimos anos, percebe-se o esforço na informatização do setor do transporte rodoviário de cargas. Os desafios são diversos, em especial no médio e pequeno operador.

Rodo_out15Uma dificuldade percebida no setor é a carência de um processo estruturado. Por isso, neste texto será abordado o tema do indicador chave de desempenho como uma oportunidade de contribuir com a gestão do transporte rodoviário.

Indicadores de desempenho são métricas quantitativas que refletem o desempenho de uma organização na realização de seus objetivos e estratégias.  Assim sendo, indicadores chave de desempenho, devem ser estabelecidos pelo topo da organização, naquilo que realmente importa para a empresa em se manter competitiva e sustentável ao longo do tempo.  Há um leque de indicadores para o setor da logística e do transporte na literatura, com seus parâmetros de mercado. Porém, não é  intenção de elencar ou priorizar indicadores,  mas sugerir alguns parâmetros para guiar a empresa, até porque cabe somente a ela definir o que é relevante no seu contexto de atuação.

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Lei 12.619/2012: qual o balanço?

O ano de 2012 acabou e as semanas que antecederam o Natal foram tipicamente movimentadas para o setor de transporte de cargas por caminhão. A Lei do Motorista (nº 12.619), que entrou em vigor em 17 de junho de 2012 e teve sua fiscalização punitiva adiada por 90 dias e, posteriormente, por mais 180 dias, teve seu rumo modificado na semana do Natal.

A Justiça do Trabalho concedeu liminar em 20 de dezembro de 2012 ao Ministério Público do Trabalho suspendendo a Resolução 417, de setembro de 2012, do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) que adiou por 6 meses a fiscalização da Lei do Motorista. Com isso, a Polícia Rodoviária Federal está autorizada a multar os motoristas que desrespeitarem a lei.

Há mais e mais indícios no mercado que comprovam o aumento efetivo do custo de transporte em decorrência da implementação da Lei do Motorista. Cerca de 30% de elevação tem sido menção recorrente. Mas isso não é tudo. Para atender ao transporte das mesmas quantidades de carga, observando a lei 12.619/12, exigirá o emprego de maior número de caminhões e também de motoristas. Leia mais…


A vocação brasileira para uma matriz de transportes competitiva

Os gurus da administração falam da importância de reforçar as competências, ou seja, aquilo em que se é efetivamente bom,  e tornar isso uma vantagem competitiva.  Levando em consideração  a vocação do Brasil na área de transportes, tem-se a possibilidade de fazer mais e melhor com a alocação racional de recursos nos modais mais eficientes e econômicos.

O governo vem apresentando metas de planejamento de longo prazo no trânsito e transporte brasileiro, como a redução em 50% de acidentes e mortes nas estradas até 2020, e, de acordo com o Plano Nacional de Logística e Transportes do Ministério dos Transportes (PNLT),  a redistribuição da matriz de transporte para obter maior equilíbrio entre os principais modais para 2025.

Há sempre o risco de ver o copo meio vazio,  mas tomando o copo meio cheio,  é possível visualizar algumas oportunidades para o transporte de cargas no longo prazo. Leia mais…


Adiada por seis meses a fiscalização da lei do motorista

A lei 12.619/12 que regulamenta o tempo de direção e descanso do motorista continua em vigor, não foi revogada.  Entretanto, foi adiada sua fiscalização punitiva até 12/03/2013 em todas as vias do território nacional.

O Conselho Nacional de Trânsito (Conatran) publicou a resolução nº 417 recomendando aos órgãos policiais que a fiscalização para o cumprimento da lei seja feita  somente nas rodovias que comprovem a existência de pontos de parada, dentro dos requisitos exigidos pela lei. Já o Ministério dos Transportes e  Ministério do Trabalho e Emprego, terão prazo de 6 meses para apresentar a lista das rodovias federais, com estes pontos  adequados. No entanto, órgãos estaduais, podem ter prazos distintos nas rodovias estaduais.

Como a lei 12.619 segue em vigor, embora com a fiscalização punitiva suspensa por 6 meses, as demais implicações da lei no que refere ao controle da jornada de trabalho, concessão dos intervalos intrajornada, descanso semanal em viagens de longa duração devem ser cumpridas. Leia mais…


Carga fracionada: qual o tamanho deste desafio?

Assim como há muitas micro e pequenas empresas que vendem seus produtos para diversas regiões do Brasil, também há um volume considerável de pedidos, de médias e grandes empresas, que não alcançam a lotação de um veículo de transporte ou que não comportam pagar um frete de carga completa.

Para essas situações existe o transporte de carga fracionada. Atualmente, essa opção está concentrada no modal rodoviário e é composta de um número de atividades desde a expedição do fabricante até que chegue às mãos do comprador.

Por se tratar de lotes menores que não completam um veículo, a carga fracionada requer coletas diversas em pontos de origem distintos. Essas coletas podem ser realizadas em veículos menores, adequados ao tamanho do lote, armazenadas e consolidadas num armazém nas proximidades da origem. Da mesma forma, a desconsolidação é feita em estrutura adequada no destino. Os produtos de um mesmo veículo podem estar roteirizados para entrega nos clientes, quando a quantidade de lotes for pequena, ou então passar por um armazém em que os lotes são separados e carregados em outro veículo para a entrega no cliente final. Leia mais…


Transporte rodoviário: vale a pena repensar o modal?

Se as estradas estão ruins, há poucas chances de melhoras significativas, além de pedágios caros, risco de roubo e acidentes e margens de lucro apertadas. Por que não pensar em parcerias entre modais?

Fonte: sxc.hu

Há quem diga que 100% da carga transportada no Brasil requer transporte rodoviário em algum momento e isto, provavelmente, seja verdade para uma grande parcela dos produtos movimentados de sul a norte e de leste a oeste.

Vive-se, desde sempre, neste Brasil com sérios gargalos no que refere a quase tudo em logística, mas tomando as estradas, como exemplo: 50% da limitada malha rodoviária está em condições inadequadas, o esforço, o custo monetário, social e ambiental para fazer chegar o produto do vendedor ao comprador é muito maior do que deveria ser, especialmente nas longas distâncias.
Além dos entraves mencionados, há importantes mudanças no setor do transporte rodoviário com novas regras que visam a valorização da profissão de motorista e a formalização do setor.

Aí surge a pergunta: como se adaptar a todos esses desafios e assegurar a geração de renda para o motorista e para o transportador? Qual a possibilidade de estabelecer parcerias entre os modais rodoviário, ferroviário e marítimo nacional?

As opções de combinação entre transporte rodoviário e ferroviário são limitadas, visto a restrita malha ferroviária disponível. Há maior possibilidade de oferta de transporte marítimo de cabotagem que possibilita a combinação rodo-aquaviário. Leia mais…


Lei de oferta e procura no transporte de cargas

Lei da Oferta e da Demanda é a lei que estabelece a relação entre a demanda de um produto ou serviço e a quantidade que é oferecida, a oferta. Pode-se dizer que a maior oferta de transporte do que procura gera queda no preço do mesmo, enquanto o contrário provoca a elevação do frete.

No transporte rodoviário do Brasil, o conjunto das empresas ofertantes do transporte e o conjunto das empresas demandantes do serviço é o que determina o preço de mercado. Fica difícil para qualquer um deles, isoladamente, ditar preços já que tratam de um mercado altamente fragmentado.

A lei 12.619/12, que regulamenta a profissão do motorista, traz componentes novos de redução de produtividade e aumento de custos. Provoca assim novo desequilíbrio entre oferta e procura no transporte rodoviário. Em menos de um mês de vigência da lei 12.619/12, já são notados aumentos setoriais de 30 a 40% em alguns estados. Leia mais…