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A capacidade de digerir outro gigante: Maersk e Hamburg Sud

O ano de 2016 será lembrado como o ano de maior consolidação na navegação mundial dos últimos 60 anos. Cosco e China Shipping se fundiram, CMA CGM adquiriu a NOL/APL, a UASC passa a integrar a Hapag Lloyd, as linhas japonesas – MOL, K-Line e NYK – se juntaram, a Hanjin quebrou e por último o anúncio da compra da Hamburg Sud pela Maersk. hamburg-sud_monte_cervantes

E parece que haverá mais, pois nos mesmos moldes da conclusão do Grupo Oetker, dono da Hamburg Sud, restaram três linhas médias que preveem dificuldades em sobreviver sozinhas. São elas a Yang Ming, a ZIM e a OOCL. Ao lado do futuro ainda incerto da Hyundai Marine.

A Maersk adquiriu e integrou a Sealand em 1999 e em 2005 adquiriu a PONL, integrando sua estrutura global em meados de 2006. Tendo vivenciado esse período na empresa e participado ativamente das integrações no Brasil fica a curiosidade de, uma vez aprovada a aquisição pelas autoridades concorrenciais, como se dará essa integração. Leia mais…


Mais instabilidades ou alguma calmaria no horizonte?

Ao que se especula, a adesão da Hyundai (HMM) à aliança global 2M –  aquela entre Maersk e MSC – estava condicionada à aquisição dos ativos da convalescente Hanjin pela HMM. Isso não aconteceu e a adesão da HMM à 2M, esperada para abril de 2017, não deverá acontecer, pelo menos não no formato de parceiro operacional. 

Ainda há conversações e aparentemente intenções de encontrar outras possibilidades de cooperação entre 2M e Hyundai o que deverá tornar-se público em meados de dezembro.

Quem comprou os ativos que a Hanjin colocou à venda foi a Korea Line Corp, desconhecida no setor de contêineres do Brasil e que opera uma frota de navios para o transporte de minério de ferro, petróleo e gás. O Journal of Commerce reporta que a aliança 2M deve oferecer acordo de compra de espaço (slots) a Korea Line. Leia mais…


A influência da infraestrutura logística na escolha do porto

Em um país continental como o Brasil um percentual elevado das cargas de exportação, por exemplo, é estufada – acondicionada no contêiner – na fábrica. Ainda assim para muitos produtos, a distância do porto, a estrutura e capacidade técnica de carregamento na fábrica podem destinar essa atividade para outros locais, quando não o mais próximo possível do porto de embarque. ar_frio_itajai

Entende-se por infraestrutura logística, no contexto aqui abordado, a estrutura alfandegada ou não, de armazéns de carga geral ou refrigerada, pátios e galpões providos de equipamentos de manuseio, pessoal qualificado para receber, armazenar, liberar, unitizar ou desunitizar, entre outras atividades, cargas nacionais e internacionais provenientes ou destinadas a navios de longo curso ou cabotagem. Leia mais…


Tempos difíceis para os terminais portuários no Brasil

Em tempos de crise, os terminais portuários menos adaptados à nova realidade do mercado de navegação, são os que mais sofrem.

Mas o que significa essa adaptação à situação atual de mercado? complexoitajai_pq

Os terminais adaptados ao mercado atual têm estrutura para atender em qualidade, produtividade e preço, os maiores navios escalando a costa. Este é um ponto de vista. Outro é o terminal portuário com vínculo direto com um armador, como os casos da BTP, Porto Itapoá, Portonave e terminais da APM Terminals.  Leia mais…


O que faz o Despachante Aduaneiro no comércio internacional

O Despachante Aduaneiro ou Ajudante de Despachante Aduaneiro é função exercida por pessoa física com registro mantido pela Receita Federal do Brasil. É o profissional que representa o exportador e importador perante o poder público no que concerne ao desembaraço de produtos exportados e importados. Pode ser o próprio empreendedor ou fazer parte do quadro funcional de um prestador de serviços logísticos, de um exportador ou de um importador.  importexport

O universo de atuação do despachante aduaneiro é bastante vasto. Além de interlocutor entre exportador ou importador e o órgão de governo, ele tem a função de preparar e assinar documentos, verificar o enquadramento tarifário da mercadoria, providenciar o pagamento de impostos e taxas, obter documentos via sistema aduaneiro (Siscomex) para o registro de exportação, licenças de importação, emissão de certificados, firmar termos de responsabilidade, assumir compromissos necessários ao cumprimento do procedimento fiscal do despacho aduaneiro, entre outros. Leia mais…


A queda da Hanjin e a instabilidade na navegação global

Por um momento parecia que as melancias haviam se acomodado até que em final de agosto foi anunciado o colapso financeiro da Hanjin. Do qual não se espera outra coisa que não a falência. hanjinamerica

Ao final de setembro, haviam 44 navios retidos ou arrestados, por risco de arresto no primeiro caso e por falta de garantias de pagamento de sua operação para o segundo. Muitos contêineres a bordo dos navios têm sua entrega incerta ou exigirão que o dono da carga assuma custos adicionais para resgatar seu produto ou transferir a carga para outro armador e seguir a viagem.

É sem dúvida, um momento de muita turbulência, de muitas preocupações em especial para as cargas em navios e contêineres da Hanjin. Situação essa que já levou à redução da oferta de espaço e consequentes aumentos de fretes em alguns tráfegos globais. Leia mais…


Carga em Perdimento: caso emblemático número 2*

O tema carga em perdimento por erro administrativo no Siscarga vem gerando situações inusitadas para armadores, importadores e exportadores. Isso porque a interpretação da RFB para as falhas na transmissão de dados eletrônicos do manifesto de carga pelo armador, ou a falta de vínculo de determinada unidade a um porto de passagem é interpretada como uma situação para a qual a única saída é a declaração de perdimento. tcp-movimentacao-conteinere

Neste texto é abordado um caso peculiar pelo tipo de produto: uma carga perigosa e refrigerada, vinda dos EUA e de passagem pelo Brasil, que precisava de um porto de transbordo onde pudesse conectar com outro navio com destino ao porto de Montevideo.

A unidade foi manifestada pelo armador dentro do prazo de quarenta e oito horas antes do primeiro porto de escala (que neste caso foi Manaus) e estava prevista e devidamente documentada para transbordar em Santos. No caso, o terminal de operação em Santos, de posse do manifesto de carga perigosa, alertou que não está habilitado a receber este tipo de carga, o que força o armador a escolher um novo porto de transbordo, Paranaguá. Leia mais…


Custos portuários e de transporte na exportação

A pesquisa “Desafios à Competitividade das Exportações BrasileirasMeiosTransporte_05set16 realizada pela FGV-EAESP para a CNI, com amostra de 847 empresas de todos os portes e de todas as regiões do Brasil, sendo  64% delas de micro e pequeno porte, elencou os principais desafios para exportar. No topo da lista, em todas as regiões estão: custos do transporte e tarifas cobradas nos portos e aeroportos.

Por sua relevância, neste texto é abordado o desafio desses custos no transporte marítimo em contêiner ou ainda, de carga solta que vira contêiner e, que é complementado pelo transporte basicamente rodoviário antes de chegar ao porto.

O Brasil é um país burocrático na sua maneira de trabalhar inclusive para exportar. Muitas tarifas e sobretaxas não são privilégios brasileiros. Para o exportador é importante entender o que são esses custos para que possa incluí-los na formação do preço de venda ou questionar a sua cobrança. Leia mais…


Frete marítimo em alta, contêiner vazio em baixa.

Um viés levemente positivo, talvez descreva o sentimento dos armadores de longo curso em relação ao momento atual e expectativa para o segundo semestre de 2016. Tudo indica que todos os armadores perderam dinheiro no primeiro semestre do ano. Alguns publicam seus números e outros não.

Fretes marítimos em ascensão é realidade pelo menos no tráfego da Ásia. Ajustes importantes na oferta de espaço e frequência de navios foram concluídos para o tráfego ligando a Costa Leste da América do Sul à Ásia. Os armadores racionalizaram a oferta de espaço com o objetivo claro de reequilibrar a oferta e demanda.  Nessa rota, costumeiramente é a importação que paga o principal da viagem do navio. Não é o que acontece no momento, pois a importação para o Brasil sofreu queda acentuada em 2015 e nos primeiros seis meses do ano. Leia mais…


As melancias se acomodaram!

 

Por ora as melancias, melhor dito, os armadores que ainda não estavam encaixados em nenhuma das novas alianças globais de armadores de contêineres, se acomodaram. Hyundai

A Hyundai Marine Merchant (HMM) depois de conseguir reduzir os custos dos contratos de afretamento em 20% e renegociar suas dívidas, encontrou na aliança 2M – Maersk e MSC – uma acolhida que surpreende, pois o mercado especulava que as coreanas HMM e a Hanjin poderiam se fundir ou que a HMM fizesse parte da The Alliance junto com Hanjin, Hapag Lloyd, K-Line, Mitsui, NYK, Yang Ming.

A HMM disse que a participação na 2M reforça a sua oferta de serviços e melhora sua competitividade com o acesso a custos unitários menores, atendendo seus clientes através da rede global formada junto aos dois maiores armadores globais. Para a aliança 2M a participação da HMM reforçará sua competência em servir a Ásia e melhora sua rede de serviços no tráfego transpacífico – Ásia/Costa Oeste Americana.  Leia mais…