Cabotagem no Brasil – o modal e sua evolução


A fim de manter um registro atualizado e evolutivo do modal de cabotagem no Brasil, foi desenvolvido novo material, contemplando as alterações nos serviços dos três operadores brasileiros. VicentePinzon2

A sustentabilidade começa pelo bolso foi tema de texto passado e continua muito atual. A cabotagem, nesses tempos de crise, é uma alternativa para redução de custos com a logística nacional e isso está provado nos índices de crescimento acima de dois dígitos, de uso do modal.

Investimentos importantíssimos foram feitos na renovação da frota, em especial da Aliança que divulga deter participação de mercado de 48%. Não está claro se essa participação contempla os volumes de feeder e do Mercosul, que tecnicamente também são considerados cabotagem. Além de crescimento em 35% de sua frota, a Aliança também vem investindo em tecnologia da informação e na logística porta à porta e, em específico o transporte fracionado por cabotagem  com sua subsidiária ATM de Itapoá, SC . Já a Log-In, equacionado o desafio da construção de mais três embarcações no estaleiro EISA,  complementa sua frota com embarcações afretadas e investe em tecnologia da informação. Além do serviço porta a porta, foi o primeiro operador a iniciar cobertura de cargas fracionadas com o uso da multimodalidade através de parcerias com operadores logísticos ainda em 2013.

Em termos de cobertura portuária, São Francisco do Sul, SC perde a linha Atlântico Sul da Log-In para a Portonave em Navegantes, SC. O porto de Vila do Conde, PA foi acrescido e em Santos, há situações de escalas em múltiplos terminais para acomodar as cargas de feeder de importação e exportação dos clientes dos operadores.

A Lei do Motorista foi reformulada e apesar de ter gerado maior flexibilidade nas horas de direção, já não é mais ela em específico o desafio do modal rodoviário, mas o custo elevado da operação – combustível, mão de obra, manutenção e impostos – que faz a indústria avaliar novas fontes de redução da conta fretes pelo uso do modal da cabotagem.

O Brasil continua tendo uma logística mais cara que seus concorrentes internacionais e, embora nenhum dos modais citados – a cabotagem e o rodoviário – estejam imunes a grandes desafios, observa-se passos importantes na direção do crescimento sustentável da cabotagem e, consequentemente da matriz de transportes brasileira.


Categorias: Cabotagem, Transporte Intermodal

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