As melancias se acomodaram!


 

Por ora as melancias, melhor dito, os armadores que ainda não estavam encaixados em nenhuma das novas alianças globais de armadores de contêineres, se acomodaram. Hyundai

A Hyundai Marine Merchant (HMM) depois de conseguir reduzir os custos dos contratos de afretamento em 20% e renegociar suas dívidas, encontrou na aliança 2M – Maersk e MSC – uma acolhida que surpreende, pois o mercado especulava que as coreanas HMM e a Hanjin poderiam se fundir ou que a HMM fizesse parte da The Alliance junto com Hanjin, Hapag Lloyd, K-Line, Mitsui, NYK, Yang Ming.

A HMM disse que a participação na 2M reforça a sua oferta de serviços e melhora sua competitividade com o acesso a custos unitários menores, atendendo seus clientes através da rede global formada junto aos dois maiores armadores globais. Para a aliança 2M a participação da HMM reforçará sua competência em servir a Ásia e melhora sua rede de serviços no tráfego transpacífico – Ásia/Costa Oeste Americana. 

A esta altura já há especulações de que a Maersk poderia adquirir a HMM o que ambas as companhias consideram prematuro e preferiram deixar para o futuro.

A UASC, a outra armadora sem um lar nas novas alianças globais, será incorporada pela Hapag Lloyd e, se aprovada a fusão pelas autoridades concorrenciais, cuja previsão é o final de 2016, estará na The Alliance. Os atuais acionistas da UASC deterão 24% da Hapag Lloyd.

As sinergias da fusão entre Hapag Lloyd e UASC são o acesso à frota nova de navios grandes (seis de 18.800 teus e 11 de 15.000 teus) da UASC em uma presença global em formação com a cobertura global diversificada e ampla base de clientes da Hapag Lloyd.

A empresa resultante da fusão manterá sua sede em Hamburgo, Alemanha e contará com frota de 237 navios e capacidade total de transporte de 1,6 milhão de teus o que a torna o quinto armador global, um pouco menor que a Cosco após a fusão entre Cosco e China Shipping.

E os impactos no Brasil?

Sabe-se que na fusão entre Cosco e China Shipping, um grande número de funcionários da China Shipping no Brasil perdeu seus empregos. Prevaleceu a cultura da Cosco, que por sinal é dita nos meios internacionais como menos focada no cliente e que estaria perdendo um número razoável deles… Para quem já vivenciou uma fusão desse porte, sabe que o resultado de uma integração como essa só se torna claro um pouco mais adiante.

A UASC tem sua estrutura de pessoal formada no Brasil e tem acordo operacional com a Hamburg Sud. Na fusão da Hapag Lloyd com a CSAV em 2014, prevaleceu a equipe da CSAV que detinha maior participação de mercado e penetração no mercado de carga refrigerada. Houve redundância de funções e ajustes nas equipes. Os eventuais ajustes de estrutura serão conhecidos após a aprovação da fusão.

Não só as alianças globais se definem com todos os seus integrantes como um novo capítulo da consolidação da navegação mundial em contêineres é concluído. Por enquanto…


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